| Passou pela minha porta, às minhas terras foi caçar. | |
| 2 | Matou-me as minhas pombinhas que eu tenho no meu pomar. |
| Matou-mas uma por uma, juntou-mas de par em par; | |
| 4 | matara-me as mais bonitas para mais pena me dar. |
| Fui eu ter com el-rei, que mas mandasse pagar. | |
| 6 | El-rei, por eu ser mulher, não me quis escutar. |
| El-rei que não faz justiça não devia governar | |
| 8 | nem comer pão do Alentejo, nem com a rainha falar*. |
| Desta sorte se castiga a quem não sabe reinar. |
Nota: -8b: *advierte Fontes: «Como demonstra a tradição antiga, «falar» constitui um eufemismo ou corrupção de «folgar» (fornicar): «Rey que no face justicia / non debia de reinar, // ni cabalgar en caballo, / ni con la reina holgar» (Primav. 30)» [=nuestra entrada 1430].
18 hemistiquios.
Versión de Portugal.
Título original: AS QUEIXAS DE XIMENA (Á)
Documentada en:
Recogida por Theóphilo Braga, antes de 1907. (Colec.: Braga, T.). Publicada en Camacho 1964 453 y RGP I-III facs [1982-1985], II, 249 Reeditada en Costa Fontes 1997b, Índice Temático (©HSA: HSMS), p. 59, A6 y Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna. Versões Publicadas entre 1828 e 1960 (2000), vol. 1, nº 1, p. 131.
Notas:
Nota de Ferré [Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna, 2000]: Camacho recolheu esta versão no dia 30 de Junho de 1905.
Indices de referencia:
IGR: 0001:4
SP: Ficha nº 2600
SGA: A3